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Aviação Agrícola

Ipanema, único certificado para biocombustível, completa 10 anos

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Modelo superou a marca de 1.300 unidades entregues, estabelecendo-se como líder absoluto no mercado de aviação agrícola
Pedro Rosas
Portal do Aviador
A Empresa Brasileira de Aeronáutica anunciou, esta semana, que seu avião agrícola Ipanema, movido a etanol (álcool hidratado), acaba de completar dez anos de certificação. A aeronave foi a primeira da série e ainda permanece a única no mundo a sair de fábrica certificado para voar com este tipo de combustível, o mesmo utilizado em automóveis. 

 Logo após alcançar mil exemplares vendidos, em 2005, ano da primeira entrega da aeronave, a Embraer também passou a oferecer kits de conversão para etanol aos proprietários de aviões movidos a gasolina. Até 2014, foram 269 aeronaves vendidas e 205 kits de conversão, totalizando 474 aeronaves voando a etanol.

A fonte alternativa de energia renovável superou as expectativas. Além de reduzir o impacto ambiental, os custos de operação e manutenção, o biocombustível (derivado da cana-de-açúcar) melhorou o desempenho geral da aeronave, tornando-a mais atrativa para o mercado. “Não por acaso, mais de 80% dos novos aviões são vendidos com essa configuração”, salientou Fábio Bertoldi Carretto, Gerente Comercial da Embraer para o Ipanema. “Hoje, cerca de 40% da frota do Ipanema em operação já é movida a etanol”.

Muitos aspectos conspiraram para o sucesso do etanol no Brasil, país que já vinha adotando o biocombustível em automóveis nacionais há mais de 20 anos. Menos poluente, cada Ipanema deixa de emitir, por ano, cerca de 20 quilos de chumbo na atmosfera. Considerando a frota de aviões nesses 10 anos, deixou-se de emitir, ao todo, 51 toneladas de chumbo. 

O modelo é também mais econômico: em média, o avião a etanol gasta 25% a menos em combustível. Além disso, o biocombustível permite um incremento de 7% na potência, melhorando a performance da aeronave especialmente na decolagem, subida, velocidade e altitude máxima.
De acordo com a fabricante brasileira, o Ipanema é produzido de forma ininterrupta há mais de 40 anos, superando a marca de 1.300 unidades entregues, estabelecendo-se como líder no mercado de aviação agrícola no Brasil, com cerca de 65% de participação. Em 2013, foram vendidas 70 unidades do Ipanema para clientes do Brasil e do Mercosul.

O avião é utilizado principalmente na pulverização de fertilizantes e defensivos agrícolas, evitando perdas e flexibilizando a operação. Ele também pode ser utilizado para espalhar sementes, no combate primário a incêndios, povoamento de rios e combate a vetores e larvas. As principais culturas que têm demandado o avião são: algodão, arroz, cana-de-açúcar, citrus, eucalipto, milho, soja e café.
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