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Joint-venture mantém helicópteros russos no Brasil
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Joint-venture mantém helicópteros russos no Brasil

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A Helicópteros da Rússia (ROSTVERTOL) e a Technodinamika, holding que fabrica componentes e vende serviços aeronáuticos, irão formar uma joint venture para a manutenção de helicópteros Mil Mi-171, Mil Mi-35M4 e Kamov Ka-32 no Brasil. A informação foi divulgada pelo presidente da Technodinamika, Maxim Kuzyuk, na LAAD 2015. A nova instalação poderá funcionar plenamente a partir de 2016. A ideia é procurar sócios brasileiros para viabilizar a ideia.Russo 2

Segundo Kuzyuk, a nova central de manutenção de helicópteros começaria com a instalação de um armazém alfandegado. Uma pesquisa de campo levantaria quais os componentes são mais exigidos para montar o inventário de maneira realista. Esta fase estaria completa em seis meses a partir da escolha dos associados brasileiros.

Com isto, a empresa pretende superar as críticas feitas pelo Comando de Aeronáutica ao pós-venda dos 12 helicópteros de ataque Mil Mi-35M4, AH-2 Sabre na nomenclatura da Força Aérea Brasileira, adquiridos em 2007. Atualmente, uma das células foi canibalizada para cobrir o atraso na entrega de componentes.

Outro ponto de preocupação envolve os motores TV3-117VMA fabricados pela Moto Sich da Ucrânia. “Temos condições para fornecer componentes para os motores e, em um prazo de até dois anos, substituí-los por unidades fabricadas pela Klimov na Rússia”, disse Kuzyuk.

“Nós reabrimos as nossas plantas, mas, no momento, a produção cobre o volume necessário para equipar os novos helicópteros que foram encomendados pela Federação Russa e clientes estrangeiros.”Russo 3

A Technodinamika reúne 36 fábricas e centros de manutenção na Rússia e será responsável pelos trabalhos de modernização das partes mecânicas de todas as aeronaves russas na América Latina. A grande maioria, 65% de um total superior a 400 unidades, foi adquirida nos tempos da União Soviética e se encontra inservível. Kuzyuk calcula que o mercado de pós-venda de equipamentos aéreos deve atingir US$ 130 milhões até 2020.

A empresa também pretende criar centros de manutenção em outros países latino-americanos. “Eles poderão servir para incrementar a integração no continente. Cada um deles poderia cuidar de produtos específicos e as forças armadas de outras nações poderiam enviar seus helicópteros e aviões para os vizinhos”, acentuou um executivo da Rosoboronexport.

Pedro Paulo Rezende