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Aeronaves Históricas

Super Connie de volta para o futuro!

Projeto “Ten Years After”, idealizado pela Breitling, retoma os primórdios da aviação comercial romântica
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Em um voo comemorativo, apelidado de “Ten Years After”, um dos maiores ícones da aviação mundial, o Super Constellation voltou uma década no tempo para cruzar os lagos suíços e pousar entre as lindas montanhas da Basileia. Enquanto poucos acreditavam na façanha de reproduzir os voos históricos da aeronave, dezenas de membros da Breitling, responsáveis pela conservação da aeronave, puderam saborear o estilo vintage impecável do Super Connie.

Nesta primeira viagem, o motor externo de bombordo “embandeirou”, mas foi reparado após pousar e, dentro de 1 hora, estava pronto para o segundo voo. A tripulação, todos da velha guarda, parecem preservar seu charme habitual. Observem a felicidade da equipe, distribuindo sorrisos e até biscoitos em formato de avião aos deslumbrados passageiros.

Também conhecido como Super-Connie, a aeronave, de leme triplo, foi desenvolvida pela Lockheed no início da década de 1940 para atender a um pedido da TWA (Trans World Airlines), fabricante do aviador-cineasta Howard Hughes, que pedia uma aeronave com capacidade para transportar 40 passageiros e alcance de 5.630 km.
Após ser desenhado pelos engenheiros Kelly Johnson e Hall Hibbard, e receber sugestões de Hughes, a Lockheed apresentou o Modelo 049 Constellation, com capacidade para 44 passageiros, velocidade máxima de 340 mph (547 km/h), velocidade de cruzeiro de 300 mph (483 km/h), e teto operacional de 24.000 pés (7.315 m).

Como os hangares na época eram muito baixos, a solução pensada para o Super Connie foi dividir a cauda em três, já que o avião possuía grandes hélices, obrigando o uso de enormes pernas no trem de pouso e deixando a fuselagem muito alta. O design, com a fuselagem parecida com um golfinho, tornou o Super Connie um dos aviões mais bonitos de todos os tempos.

Em doze anos de fabricação para o mercado civil, a Lockheed projetou 16 versões diferentes, mas apenas os modelos L-049, L-649, L-749A, L-1049, L-1049C, L-1049G, L-1049H e L-1649A chegaram a ser fabricados.
 
Operações no Brasil

Cinco companhias aéreas nacionais colocaram suas cores no Super Constellation. A primeira delas foi a Panair, seguida por Real e Varig. Com a falência da Panair, um modelo foi vendido para a Arruda e outro chegou a ser pintado com as cores da Asas, mas nunca chegou a voar e foi sucateado.

A Panair operou 15 unidades dos modelos L-049 e L-149. A Varig operou três unidades do L-1049G-82, equipados com tiptanks. E a Real recebeu, a partir de 1958, quatro unidades do L-1049H. Em 1961, a Varig comprou a Real e as quatro aeronaves foram convertidas em cargueiras.
Há apenas um Super Constellation preservado no país, exposto no Museu TAM, em São Carlos (SP). Este avião foi encomendado pela holandesa KLM e recebido no dia 7 de junho de 1946. Em 1999, após passar três décadas abandonado, foi finalmente adquirido pelo saudoso comandante Rolim, em Assunção, no Paraguai.